A única coisa que me irrita no carnaval é que as mesmas pessoas que te sacaneam durante o ano estão lá se divertindo e dizendo pra todo mundo que são felizes e amigáveis.
Por que será que toda vez que começo o ano com todo gás muita coisa contrária acontece? E olha que sou um cara otimista.
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Fazia tempo que não escrevia com a liberdade de agora. Os anos passam e refletir sobre a minha relação com o sexo oposto me fez concluir o óbvio. O advento do feminismo, além da suposta queda do machismo vigente, tornou a sociedade atual um espelho do narcisismo feminino. Como assim? Você me perguntaria.
Vivi, no mínimo, 10 anos num ambiente repleto de mulheres. A minha postura anti-machista me tornou entre elas um ser invisível e solitário. Tirando o fato de que me envolvi com algumas, cheguei a conclusão de que estava sendo sabotado pelo século XXI.
Isso porque a liberdade com que as tais adquiriam mobilidade pela faculdade fazia a minha vida estar presa a valores ínfimos e chulos que sobrevivem sobre o pífio contexto de que a relação homem x mulher mudou. Simone de Beuvoir gritaria desesperada se visse no que me transformei diante do olhar feminino por ser um cara moderno.
Para se ter uma idéia do que argumento nesta crônica, ri durante a conversa com uma amiga, dos tempos da facu, que ela me achava estranho por chamá-la de gatinha. No popular, querer ser amigo ou companheiro de uma mulher hoje em dia é visto como uma postura “não-masculina”, uso o termo para também não ser taxado de preconceituoso e, como as leituras equivocadas alheias estão em moda, é melhor me explicar.
As mulheres com quem convivi, e ainda não perdi contato com algumas, acreditavam piamente de que o machismo está sepultado, embora o olhar delas para com alguém que não o adota sempre foi esse. O que quero dizer é que a falsa liberdade de nosso século fez com que algumas se enganassem a assumir posturas que acreditavam ser delas.
Um bom exemplo disso está no respeito que perdi de grande parte por tentar compreendê-las e saber de que homem de verdade não precisa seguir a risca o velho machismo existente há séculos em nossa sociedade. E essas mulheres são as mesmas que condenam as maria chuteiras, interesseiras ou qualquer tipo feminino que assuma abertamente o machismo vigente.
Estou longe de defender o machismo, como exemplo a ser seguido, (quem me conhece sabe o quanto ganhei a fama de pederasta por não querer sempre falar grosso ou cuspir na cara delas) mas o que quero dizer é que a sociedade tornou-se um mosaico louco de inversão de valores e quem não se enquadra fica fora.
Tive que aprender no dia a dia a ser esse modelo de “macho” que nem elas mesmas sabem, mas que aparece toda vez em que levantam a bandeira feminista para se defenderem. Optei ser inteligente, ter amizades femininas e não me rebaixar a padrões sociais de como deveria agir diante das mulheres. Fui apagado e humilhado por tudo aquilo que elas mesmas defendem. Uma chegou a dizer: – Não gosto de homem poeta, quero ação! Venho agora perguntar se isso seria uma postura feminina ou se houve inversão de valores. Afinal, não quero que esse texto seja visto como uma reclamação e sim para que as pessoas pensem antes de agir em sociedade. O século XXI está perdido. Resta-nos entender em que lugar queremos estar para não sofrermos nesse mosaico de questões.
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Ou eu estou ficando chato demais, ou as pessoas andam cada vez mais previsíveis. Claro que torço para que a primeira opção seja a verdadeira.
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Às vezes , podemos passar a nossa vida perdidos senão descobrimos o nosso sentido nessa terra. Eu descobri o meu, creio eu..rs O peso aumenta, as responsabilidades também. Mas o caminho é menos tortuoso do que antes. E isso não é nenhum papo de congregação religiosa..rs embora pudesse ser.
“Quando o mundo desabar na sua cabeça, retire a base de todos com o alicerce de seu coração…” Reflexão do dia
Abraço a todos e vida q segue…
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Muitas vezes, quando admito e falo sobre os meus sonhos, como o antigo de ser escritor por exemplo, sou reprovado e recebo vários nomes de quem queria apenas uma resposta do tipo: Pô..legal..está indo atrás de seus sonhos! Agora quando as pessoas mentem e saem por aí falando uma das outras…ninguém reclama..é natural. Acho loucura isso de querer se meter na vida do outro. Mas, enfim, o ser humano se acostuma ao pior sempre.
E continuo dizendo…não sou humano então.
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Hoje foi o momento de revirar o baú aqui de casa e encontrar um texto que escrevi em 2002. Bom..não sei porque hoje o meu dia foi nostálgico demais. Colocarei o texto neste blog porque muita gente pode considerá-lo inferior. Mesmo assim, gosto muito dele. Aqui vai:
Escrita matemática
100pre hu1000de 100 10istir 2 ideais por mim projetados! Um pouco 10acreditado, + 100pre com 1a esperança de conseguir pelo – 1 emprego legal. Por isso, fui pedir ajuda a meu primo:
_João, eu 20 visitar!
Conversamos durante horas. 100 conseguir resolver o meu problema, ele começou a me enrolar com 1 papo absurdo:
_Como aqui 90, vo70 ficar calmo. Você 60 e espera 1a brisa chegar…Logo a 100tirá nos de2!
Decidi ir embora. O meu primo é + burro que eu! Enquanto isso, 101 banco e começo a pensar para qual lugar eu irei.
Tempo bom esse em que tinha mais liberdade pra escrever. Noite com clima de tensão, tristeza e solidão..pq não sei…hehe
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Há muito tempo que não escrevia sobre isso. Caio na burrice de acreditar numa versão única de mim. Também andava afastado do modo pessoal de escrita. Nos últimos dias, as “antigas” mudanças internas bateram em minha porta. Sinto o modo de escrever mudar e as vozes da versão 2.8 soarem ao pé do meu ouvido.
Ainda não sei o que essa “nova” personalidade guardou da vida. Os amores, as desilusões, o lado poeta, o pesquisador, o artista ou o ninguém. E, se tentando ser objetivo, acabo escrevendo este texto, já não sei mais o que me reserva. Vivo o momento da dúvida concreta. Nunca pensei que chegaria a esse nível. É só esperar a insônia ir embora para tudo voltar a ser como “não” era antes.
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Quanto mais eu faço pelas pessoas, mais elas me decepcionam…Queria que isso fosse apenas uma máscara poética de tristeza, mas infelizmente não é.
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A morte dos outros
Sinto saudade de mim.
De quem eu era
e nunca fui.
Sinto saudade das palavras.
Do tempo em que elas
condiziam com o que falavam pra mim.
E as horas?
O tempo foi passando.
Tudo mudando
e as pessoas cada vez mais previsíveis.
Já não sei se continuo o mesmo,
mas se o mesmo foi o que não continuou.
Faz parte da vida,
viver no meio da morte dos outros.
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