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Archive for janeiro \12\UTC 2012

Fazia tempo que não escrevia com a liberdade de agora. Os anos passam e refletir sobre a minha relação com o sexo oposto me fez concluir o óbvio. O advento do feminismo, além da suposta queda do machismo vigente, tornou a sociedade atual um espelho do narcisismo feminino. Como assim? Você me perguntaria.

Vivi, no mínimo, 10 anos num ambiente repleto de mulheres. A minha postura anti-machista me tornou entre elas um ser invisível e solitário. Tirando o fato de que me envolvi com algumas, cheguei a conclusão de que estava sendo sabotado pelo século XXI.

Isso porque a liberdade com que as tais adquiriam mobilidade pela faculdade fazia a minha vida estar presa a valores ínfimos e chulos que sobrevivem sobre o pífio contexto de que a relação homem x mulher mudou. Simone de Beuvoir gritaria desesperada se visse no que me transformei diante do olhar feminino por ser um cara moderno.

Para se ter uma idéia do que argumento nesta crônica, ri durante a conversa com uma amiga, dos tempos da facu, que ela me achava estranho por chamá-la de gatinha. No popular, querer ser amigo ou companheiro de uma mulher hoje em dia é visto como uma postura “não-masculina”, uso o termo para também não ser taxado de preconceituoso e, como as leituras equivocadas alheias estão em moda, é melhor me explicar.

As mulheres com quem convivi, e ainda não perdi contato com algumas, acreditavam piamente de que o machismo está sepultado, embora o olhar delas para com alguém que não o adota sempre foi esse. O que quero dizer é que a falsa liberdade de nosso século fez com que algumas se enganassem a assumir posturas que acreditavam ser delas.

Um bom exemplo disso está no respeito que perdi de grande parte por tentar compreendê-las e saber de que homem de verdade não precisa seguir a risca o velho machismo existente há séculos em nossa sociedade. E essas mulheres são as mesmas que condenam as maria chuteiras, interesseiras ou qualquer tipo feminino que assuma abertamente o machismo vigente.

Estou longe de defender o machismo, como exemplo a ser seguido, (quem me conhece sabe o quanto ganhei a fama de pederasta por não querer sempre falar grosso ou cuspir na cara delas) mas o que quero dizer é que a sociedade tornou-se um mosaico louco de inversão de valores e quem não se enquadra fica fora.

Tive que aprender no dia a dia a ser esse modelo de “macho” que nem elas mesmas sabem, mas que aparece toda vez em que levantam a bandeira feminista para se defenderem. Optei ser inteligente, ter amizades femininas e não me rebaixar a padrões sociais de como deveria agir diante das mulheres. Fui apagado e humilhado por tudo aquilo que elas mesmas defendem. Uma chegou a dizer: – Não gosto de homem poeta, quero ação! Venho agora perguntar se isso seria uma postura feminina ou se houve inversão de valores. Afinal, não quero que esse texto seja visto como uma reclamação e sim para que as pessoas pensem antes de agir em sociedade. O século XXI está perdido. Resta-nos entender em que lugar queremos estar para não sofrermos nesse mosaico de questões.

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